Perspetiva pré-Páscoa

Eu já só penso em Páscoa. Nos doces, em todas as coisas que tenho adiado, na distribuição das minhas fitas de finalista, nas massagens que vou fazer e nos dois ou três dias que me vou manter afastada de computadores.

É isto. Um dos meus desejos para as férias é não ter nada a ver com computadores por algum tempo. Não imaginei que algum dia chegasse a sentir isto. Em tempos, as férias eram boas para eu não me culpar por me viciar num jogo de computador, por poder passar horas no messenger e no hi5. Agora já não se usa o msn, já ninguém tem hi5 e nem os jogos são o meu deleite. E já não é de computadores que eu sinto falta.

Sou capaz de ficar dias sem telemóvel, sem televisão, sem computador. Estou um bocadinho cansada do século XXI, desta velocidade de informação, desta necessidade existencial de fazer 1555 coisas para que o nosso mundo gire, com a consequência de ele parar de girar para nós se não o fizermos; sem tempo para fazer muito exercício, sem tempo para dedicar o tempo que uma personagem precisa para poder ser teatro, sem tempo para calçar as botas e ir caminhar na montanha. Uma necessidade de velocidade com o objetivo de sermos omnipresentes, sem que consigamos digerir o que é bom tão bem como nos obrigamos a digerir e a sentir o trabalho.

Vá, século XXI, não entristeças com as minhas lamentações. Segue em frente porque o que nos trouxeste de bom é bem maior do que o que nos trouxeste de menos bom... e o tempo não volta atrás!
Próximo post:
« Próximo post
Post anterior:
Post anterior »
0 Comentários fofinhos