Das coisas novas ou quase novas

Sofro de um problema sério. Os objetivos que contemplam coisas novas, por mais que me esforce acabam por se esfumar, como se nunca tivessem existido. Ah e tal, é novo e eu vou estimá-lo para durar uma eternidade. No fim de contas isso acontece durante um mês, vai acontecendo durante dois ou três, mas depois pufff!
Esse grave problema é meeeesmo grave quando se trata de telemóveis, e vai progressivamente diminuindo quanto mais caros e menos andam nas minhas malas e bolsos às cambalhotas. Por exemplo, o caso do computador que tem coisa de um ano e meio, já viajou muito, por todos os transportes públicos, em muitas malas e mochilas diferentes, e as avarias não são do mau uso que lhe dou. Desse só uns risquinhos inofensivos. Porque não pode andar às cambalhotas, vai sempre no lugar mais seguro. Para além do meu problema afetar o aspeto físico que desses objetos, há o problema da organização. "Ah, telemóvel novo! Vou apagar as mensagens todas as semanas para depois não se passar" - népia, a minha sorte é que o telemóvel que uso agora tem pancas fortes (problemas ainda mais sérios do que os meus) e de quando em vez apaga as mil quinhentas e setenta e três mensagens que lá acumulei. Ou então, "Computador nooovo! Adoro-o o tanto que vou ter todas as pastas mega organizadas para sempre, fazer montes de cópias de segurança para nunca perder nada e muito menos acumular tralha no ambiente de trabalho" - óbvio que não acontece. 
Eis que no meio de toda a minha desorganização, sem culpa nenhuma dela, diagnostiquei um problema de nascença no meu computador. Uma qualquer avaria que de vez em quando faz com que lhe falhe a visão. Já lhe tinham trocado os olhos e as mãos, mas o problema ficou. Desta vez trocaram-lhe todo o aparelho circulatório. E teoricamente é como se fosse novo. Vem todo atualizado e rápido como já não me lembrava. Portanto, desta vez é que é! EU VOU arrumar tudo direito, nada de tralha a mais, tudo salvo no disco externo e vou começar por instalar APENAS os programas necessários e vão ver que sou capaz! Ou então não.
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